domingo, 12 de janeiro de 2014

Arte (culinária) no Montmatre



Depois de um período considerável de guarda, chegou a hora de reabrir a adega e as primeiras rolhas de 2014.

O ano novo em ares europeus nos encheu os olhos e o paladar de inspiração e sabores, com experiências enogastronômicas incríveis. Nos encantamos com a França, a Alemanha e um pedacinho da Suíça.
Vou começar pelo fim da viagem: nossos dias em Paris.

Após visitar a clara Sacré-Couer, descemos as ruelas do Montmatre com destino a um delicioso lugar para comer frango na capital francesa: o Le Coq Rico. Quase passamos direto por ele, porque é uma pequena porta, no meio de outros restaurantes.
O lugar é discreto e não muito frequentado pelos turistas. Lá você pode comer o delicioso prato do dia por 15 euros, enquanto degusta uma taça de vinho bem honesto por apenas 5 euros.

Almoçamos uma deliciosa massa com frango e tomamos um vinho local jovem, leve, muito gostoso.
A refeição e a vista sensacional do Montmatre foram uma despedida e tanto de Paris, enquanto cumprimentávamos o novo ano que chegava. Feliz 2014!


domingo, 9 de junho de 2013

Blusão reservado


Tirei do armário o blusão bordô e não tive dúvidas: a noite de ontem pedia um vinho tinto. E já tinha definido que não seria qualquer um, mas um carmenére da gema: um legítimo chileno, claro. 
Adoro o terroir do Vale do Colchagua, um lugar querido de vinícolas chilenas e francesas também, que fica no meio desse vale, que um dia não tão distante já abrigou tribos indígenas.
Entramos no restaurante e fomos para a nossa mesa favorita. Acompanhei o garçom e fui escolher o vinho. Estavam alinhadinhos ali todos os exemplares carmenére. Passei os olhos pela Casa Lapostolle, pela Montes e Santa Helena. Quando vi Caliterra, estendi a mão e entreguei ao garçom. Ele confirmou: um grande vinho.


Aberta a garrafa e mostrada a rolha, colocado o líquido na taça e provado, todo ritual feito, como deve ser, o Caliterra mostrou-se.  Uma beleza de tinto aromático de frutas vermelhas,  com corpo mediano e uma delicada acidez que valorizou o terroir.
Certamente, mais uma vinícola para se visitar no Chile. Um convite para vestir novamente o pullover bordô e subir a Cordilheira gelada para se aquecer com tintos do Colchagua.

domingo, 21 de abril de 2013

Um dia de celebração no Vale dos Vinhedos


Chega uma hora em que a gente já está pedindo água de tanto provar vinho nas vinícolas, né? Por isso, vamos confiar na expertise do Vale dos Vinhedos e degustar um outro tipo de bebida deliciosa do lugar.

Esse é um roteiro de um dia para curtir uma das especialidades brasileiras reconhecidas no mundo: é hora de focar nos espumantes.



Primeira vinícola: Chandon

Para provar espumantes finos, feitos com tecnologia francesa, mas com o terroir do lugar, visite a Chandon.
Ainda na rodovia, já se vê a entrada da Chandon. Quero confessar que nunca achei que realmente fosse uma espécie de filial da Moet et Chandon no Brasil. Pois realmente é.  Evidentemente que a bebida de Epernay tem bolhinhas finas e miúdas. Essa perlage se mantém na sua taça até o final da champagne, o que não acontece com o espumante, mas ele tem muito estilo e é uma opção interessante, com sotaque (e terroir) brazuca, para nosso orgulho.

Vinícola Chandon
RSC 470 km 224 (bem na entrada principal do Vale dos Vinhedos, pela rodovia)
entre Garibaldi e Bento Gonçalves - RS



 
Segunda vinícola: Vallontano

Existe uma técnica muito usada para quem quer acertar algo da primeira vez: provar o que já foi aprovado. Ou seja, seguir a unanimidade. É como conhecer um autor pelo seu melhor livro, um chef pela sua especialidade ou uma pizzaria pelas suas pizzas mais pedidas. Nem sempre dá certo, mas se você quer arriscar pouco, pode ir por esse caminho.
No caminho principal do Vale dos Vinhedos, está a pequena e charmosa Vallontano. A vinícola produz poucas mil garrafas de cada safra, mas a produção é bastante elogiada.
Como a vinícola fica fechada nos finais de semana, a degustação acontece no bistrô que fica em frente, que tem vista para alguns vinhedos. Um lugar muito fofo, que tem comidinhas também.
A nossa degustação foi rápida, já que foi pedido que escolhêssemos os vinhos. A escolha foi clássica: um Chardonnay e um Merlot, as cepas emblemáticas do Vale dos Vinhedos.
Os vinhos provados são jovens e não passam por barris de madeira. Achamos bastante ácidos.
Porém, nessa hora, nada de decepção. Apostando no expertise do querido Vale dos Vinhedos, fizemos um pedido para provar o consagrado: pedimos para provar o espumante Moscatel Vallontano. Ah, agora, sim. Fantástico.





Vallontano Vinhos Nobres (depois da entrada principal do Vale dos Vinhedos)
Rod RS 444, km 16
Vale dos Vinhedos
Bento Gonçalves - RS

Almoço: Mama Gemma

O Mamma Gema fica bem ali na entrada do hotel Villa Michelon, perto da Miolo, no meio do Vale dos Vinhedos.
O rodízio de 6 massas e duas carnes é sensacional. Repeti o tortei de tomates secos com castanha e amei a massa com nozes. O galeto com ervas também ficou com uma pontuação alta. Para finalizar, dava para escolher entre brigadeiro de colher ou sorvete com vinho. 
Amamos o almoço e o lugar, que, para completar, tem lavandinhas na janela e nas mesas. E lugares com lavandas são irresistíveis para mim.






Mamma Gema Trattoria 
RS 444, Km 18,9 - Estrada do Vinho
Vale dos Vinhedos
junto ao Hotel Villa Michelon
Bento Gonçalves - RS

Parada para descanso
É hora de recarregar as energias. Tirar uma sesta, fazer um chimarrão, postar as fotos das comidas e vinhos deliciosos. Dê aquela paradinha merecida no hotel.


Terceira vinícola: Miolo


A maior e mais comercial vinícola de Bento também merece a sua visita. Informe-se dos horários e faça um tour com degustação. Não sou muito fã dos vinhos da Miolo, mas eles são arrojados e sempre trazem novidades. Além disso, é bacana ter esse parâmetro para comparar com as demais. Ah, tem fechadores de vinho bem legais lá. 



Miolo Wine Group Vale dos Vinhedos
• Central Administrativa 54 21021500
• Central de Atendimento 0800 9704165

Quarta vinícola: Marco Luigi

A Marco Luigi já mereceria uma visita só pelo lugar: numa bucólica casa, no alto do Vale dos Vinhedos, com jardim e área perfeita para um happy hour. Por isso, deixe estrategicamente esse lugar para  um pouco mais tarde. Só lembre que fecha às 18h. Os vinhos lá tem um custo-benefício bem bacana e eles produzem cepas diferentes, como a Marselan. Mas hoje é o dia dos espumantes, delicie-se com a versão da Marco Luigi e tim-tim!




Vinícola Marco Luigi

(fica no meio do Vale dos Vinhedos, perto daquela Igreja roxa, perto da Valduga. Você vai passar na frente, nas andanças)
Fone (54) 2621-1111 - varejo@marcoluigi.com.br

Jantar: a clássica Canta Maria
Se você ainda não estiver cansada de tanto comer e beber, tem um lugar que é típico lá e todo mundo vai, que é a Cantina Canta Maria. O cardápio é italiano, claaaro, com sopa de capeletti, galeto e as massas mais tradicionais. Tudo bem gostoso. Para mim, o grande destaque é o sagu. Eu adoro! É o melhor sagu do mundo. Uma vez, pedi a receita e o garçom trouxe um papel rasgado com os ingredientes: um garrafão de vinho bordeaux, um saco de açúcar, um saco de sagu, canela. Modo de fazer: como se faz sagú. Ai, ai, ai. :)



Restaurante e Armazém Canta Maria
RST-470, Km 17 - ao lado da pipa-pórtico de Bento Gonçalves
54 3453.1099 
http://www.cantamaria.com.br/


Amigos, são essas as dicas que tenho para hoje. Claro que tem o passeio da Maria Fumaça e os caminhos de Pedra, assim como outras coisas turísticas. Mas, para nós, Bento é vinho e comida gostosa, acaba não sobrando tempo para outro tipo de turismo. Focamos no enogastronômico, hehehe. Então, viva Bento!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Happy, happy, happy hour em Bento


Está descansado? Então, bora levantar e curtir o pôr-do-sol  pintando de tons quentes os vinhedos de Bento. As cores são incríveis!





Terceira vinícola: Dal Pizzol




O ideal é voltar para as visitas pelas 16h, 16h30min, porque as vinícolas fecham às 18h, normalmente. Recomendo um final de tarde ou um início de manhã na Dal Pizzol, porque lá tem um projeto muito bacana chamado Vinhedos do Mundo e vale ficar um tempinho a mais.




O Vinhedo do Mundo foi lançado em 2005. Desde 2011, a vinícola realiza a colheita simbólica, celebrando a cultura do vinho e a solidariedade entre as nações representadas pelas 164 variedades de uvas de 22 países que hoje compõem o vinhedo.




Único nas Américas, o Vinhedo do Mundo é uma coleção de variedades vitis do planeta. Em sete anos de trabalho, já são 164 variedades de videiras de 22 países. A primeira colheita simbólica foi realizada em 2011. Estivemos lá em fevereiro do ano passado e até comemos uvas incríveis no pé, como a Brunello de Montalcino, a Moscato, a Carmenére. É incrível, porque tem o gostinho desses vinhos. Foi uma experiência muito legal. Além disso, o parque tem pavões. Ah, amei especialmente o Pinot Noir Dal Pizzol. Muito bem feitinho.



Jantar: Valle Rustico

Para finalizar o primeiro dia no Vale dos Vinhedos, um happy hour com pizzas crocantes e um jantar harmonizado pelo talentoso chef Rodrigo.
A família de Rodrigo tinha uma casa grande que estava abandonada há um bom tempo. Como ele gostava de reunir os amigos e servir pizzas que ele mesmo criava, recebeu muito estímulo para ter o seu restaurante. Rodrigo apostou nessa ideia. Foi aí que decidiu transformar a antiga casa da família no restaurante.



O Valle Rustico fica exatamente no porão dessa casa, numa propriedade um pouco afastada no Valle dos Vinhedos. Para entrar no restaurante, você passa por um caminho contornado pela horta do chef, com temperos aromáticos e vegetais fresquinhos. Um capricho.


O lugar é muito bonito, cheio de árvores e tem mesas que vêm acompanhas de um pôr-do-sol perfeito para aquele happy hour com pizza de alecrim e espumante do Vale dos Vinhedos.
Para o jantar, ele costuma ter o menu da estação, com três opções de cada prato. Ele mesmo traz os pratos à mesa e conversa, gentilmente, com seus clientes. O jantar custa cerca de R$ 100,00, mas é super gostoso. Vale a pena.







Valle Rustico
Estm. Linha Marcílio Dias, s/n (no caminho da gastronomia ou algo assim. Acho importante imprimir o mapa do google. Não é tão difícil de chegar, mas o mapa vai ajudar. Ah, tem que reservar.)
15 da Graciema - Vale dos Vinhedos
Bento Gonçalves 


Logo, logo, tem as dicas do segundo dia.;)


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Preenchendo deliciosamente o dia em Bento


Hoje vamos continuar com as dicas de três dias em Bento, com vinho da Serra e as delícias da gastronomia italiana de lá. É pertinho, gente.



Segunda vinícola: Lídio Carraro

Deu tempo ainda antes do almoço? Se joga na Lídio Carraro!
Mais uma vinícola com nome do dono. A Lídio Carraro é uma vinícola boutique. A proximidade com a comercial Miolo, a maior do vale, ajuda a deixar essa vinícola ainda menor, mais exclusiva ainda.
O patriarca Lidio Carraro é o herdeiro de uma tradição em viticultura que já chegou à sua quinta geração. Produtor de uvas do Vale dos Vinhedos, antes de engarrafar seu próprio vinho, vendia suas uvas para outras vinícolas. A partir de 2002, juntamente com seus filhos, engarrafam o próprio vinho.  
Você acompanha um pouco da história em um audiovisual e faz uma degustação deliciosa. Ela é cobrada e você pode deduzir o valor do que comprar. Os vinhos são muito bons. São mais caros - a justificativa estaria no cuidado quase artesanal de produção, na baixa produtividade e na quantidade limitada de garrafas produzidas - mas vale a pena levar alguma garrafa para uma ocasião especial. Nós compramos garrafas do Dádivas de Merlot com Cabernet Sauvignon. Sensacional.

Vinícola Lídio Carraro




Almoço: Casa de Madeira

Hora do primeiro almoço típico do passeio: Casa de Madeira.

Da Lídio Carraro, é hora de retornar para os lados do Café Giordano. A minha sugestão é que vocês almocem na Casa de Madeira. Explico porquê. 
Existe um movimento bacana pelo mundo que é o resgate da culinária dos primeiros habitantes do lugar. Como dos índios navajos nos Estados Unidos ou dos primeiros moradores no Chile, conceito do restaurante Mistela, de Santa Cruz, Valle do Colchágua, por exemplo. 
Na Serra Gaúcha, na região do Vale dos Vinhedos, a reaproximação é com a cultura italiana do imigrante que aqui chegou e desenvolveu uma culinária com os poucos recursos que encontrou. Ela era baseada fortemente na carne de caça.
A Casa Valduga buscou nos primeiros italianos no Rio Grande de Sul a inspiração para o cardápio do Bistrô Casa de Madeira, localizado a um quilômetro da vinícola. O restaurante fica na parte subterrânea da unidade de sucos e geléias da empresa, numa construção que é anterior a 1900.
O cardápio é uma homenagem aos imigrantes, claro que com muito mais luxo e um toque incrível das geléias do lugar. Para você ter idéia, um dos antepastos é uma pastinha de queijo gorgonzola com geléia de morango e pimenta, que dá para repetir em casa sem medo.
O cardápio imigrante tem carne de codorna ao vinho branco, muito, muito cheirosa e igualmente gostosa, polentas, massas e um maravilhoso e inesquecível nhoque de batata doce. Também vale a pena provar a salada de folhas verdes com vinagre balsâmico e geléia de merlot, que é incrível e super fácil de fazer. 





Bistrô Casa de Madeira
Linha Leopoldina - Vale dos Vinhedos
Bento Gonçalves – RS
www.casamadeira.com.br

Parada para descanso
É hora de recarregar as energias. Tirar uma sesta, fazer um chimarrão, postar as fotos das comidas e vinhos deliciosos. Dê aquela paradinha merecida no hotel e temos mais programinhas queridos para a tarde. 


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Bento, em pedacinhos

Uma amiga querida me inspirou a fazer um roteiro básico para três dias nesse mês no Vale dos Vinhedos. 
Bem, juntei alguns lugares queridos, coisinhas boas de se fazer e o que faz o coração da gente bater mais forte em Bento. Aqui vão as primeiras dicas. Aos poucos, vou postar as demais, porque é bastante coisa.

A época da vindima é uma das mais lindas para conhecer os caminhos do vinho. A cidade respira uva: a fruta está nas recepções dos hotéis, nas sobremesas dos restaurantes, nas bancas na beira da estrada. É impossível não se contagiar pelo clima de colheita do lugar.





Café da Manhã: Café Giordano

Para curtir bem Bento Gonçalves, saia cedo e chegue pelas 10h, a tempo de fazer uma parada estratégica para um café típico italiano no Giordani Café da Colônia. 
Você verá a mesa ser preenchida com pão caseiro, cuca, queijo colonial, geleias, nata, grostoli e outros biscoitos, café com leite, suco de uva e vinho. O destaque do café é a omelete, uma das mais gostosas que já provamos. Também ganham muitas estrelinhas as polentas com queijo, além da linguiça assada, que eram servidas na mesa.

Giordani Café da Colônia
Via Trento- Vale dos Vinhedos (bem na descida para o Vale dos Vinhedos)
Bento Gonçalves - RS
Fone (54) 3453.6884)



Primeira vinícola: Don Laurindo

Bem, agora vocês estão bem alimentados, prontos para a maratona de vinícolas no Vale dos Vinhedos! 
Comece pela Vinícola Don Laurindo. O Merlot Don Laurindo é motivo suficiente para essa estar em primeiro lugar entre tantas vinícolas. 
Essa vinícola foi fundada em 1991 e tem produção limitada. Fica num lugar lindo no Vale dos Vinhedos, região gaúcha que lembra o Norte da Itália, com seus vales e montanhas. 
As primeiras cepas chegaram junto com os imigrantes italianos em 1889, mas foram substituídas por vitis viníferas a partir dos anos 70. A Merlot foi a cepa que melhor se adaptou à serra gaúcha e hoje é conhecida como a uva emblemática brasileira. 
O merlot é delicioso, forte, encorpado, mas o espumante demi-sec Don Laurindo também é sensacional. Não deixe de provar o espumante Brut. Dizem que a especialidade do Don Laurindo é o espumante Brut.

Vinícola Don Laurindo
Estrada do Vinho . Oito da Graciema (lugar lindo, na entrada oposta da Miolo. Guie-se pelas placas. Tire fotos!)
Vale dos Vinhedos - Bento Gonçalves - RS
www.donlaurindo.com.br


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Casa Valduga: decepcionada apenas com a casa

Para encerrar os posts de 2013 sobre Bento Gonçalves, um pouquinho da nossa estada na Casa Valduga.

Quem me conhece sabe que sou fã dos vinhos Valduga. Meu tinto-amor-à-primeira-vista foi o Naturelle. Foi assim que comecei a apreciar o vinho. Então, a gente tem uma relação sentimental.

Dessa vez, finalmente, resolvemos ficar na pousada Valduga. Chegamos após o maravilhoso almoço na Mama Gemma e tentamos achar a recepção, que fica num cantinho bem escondido entre as diversas pousadas que têm lá.

Tivemos que subir as escadas carregando nossas malas e, no final delas, na ala Gran Reserva, nos deparamos com esse quarto:




No meio da tarde, ouvimos batidas bruscas na porta, seguido da chave abrindo: era uma moça trazendo um chá não solicitado, invadindo o quarto. Deveria parecer gentil, talvez fosse essa a intenção. Mas as batidas foram fortes e, no outro segundo, a pessoa já estava entrando no quarto, sem solicitação, se não pedíssemos para ficar do lado de fora.

No outro dia, a redenção: um café da manhã com omelete feito na hora, espumante e piano ao vivo. Adorei, mas, infelizmente, não apagou a lembrança do quarto de teto ruim e nem da quase invasão à tarde.

Então, fomos para o curso de degustação, que foi bacana, com a visita iniciando nos primeiros parreirais e finalizando com a degustação na parte superior da loja.






Sempre temos mais expectativas com quem gostamos, né? Talvez por causa desse meu grande carinho, a Casa Valduga tenha sido prejudicada.

A verdade é que com os vinhos deliciosos que provamos, tenho certeza que esse laço sentimental não vai se tornar um nó na garganta.



Então, se você se hospedar lá, aproveite o café e o curso. Só mantenha o "Não perturbe" o tempo todo na porta, para não levar susto.

Pousada Villa Valduga
Rua Linha Leopoldina
Bento Gonçalves - RS