quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Mosaicos na Sicília

A Piazza Armerina é o lugar onde existe uma vila romana maravilhosa, descoberta há pouco tempo. Concluiu-se que a Villa romana dela Casale era uma residência de caça. A vila foi soterrada e redescoberta nos idos de 1950. Mas o mais bacana é que o chão é coberto de mosaicos. Lá estão os famosos mosaicos das atletas de biquíni, que com certeza você conhece. Na Sicília, o biquíni já era conhecido há muito tempo.



Mas os moisacos da Villa Del Casale não são as únicas atrações de Piazza Armerina. Na estrada, chegando na cidade, está o maravilhoso resaturante, recomendadíssimo pelo Frommers, Al Fogher. Peça a sugestão do chef e aguarde uma sequência de 8 (!) pratos inesquecíveis, acompanhados de vinhos sicilianos sensacionais, desfilarem na sua frente.



Esse, sim, é o verdadeiro mosaico gastronômico de Piazza Armerina.
Acompanhe por aqui:



As entradas, exóticas e saborosas: ricota com creme vegetal, ostra com legumes e granito (sorvete siciliano) de romã e frutos do mar com pimenta.



Para acompanhar, vinho Orquídea, que é um Etna Bianco, com uvas plantadas ao pé do vulcão Etna. O vinho é fresco e cheio de personalidade, perfeito para acompanhar frutos do mar.



O primo piatto: coelho reduzido no vinho, com casquinha crocante.



O segundo piatto era ragu branco, uma espetacular massa orgânica de frutos do mar, com uma pimenta que parece sopa. Delícia.




Por sugestão do chef, trocamos o vinho Etna Bianco pela uva emblemática da Sicília, a Nero D’Ávola, que tem o gosto do seu cheiro. A Nero D’Ávola é responsável por alguns dos melhores tintos da Sicília. Produz vinhos macios, lembrando ameixa e chocolate. O seu terroir é vulcânico e mediterrâneo, harmonizando bem com molhos de tomate, carnes de caça e com cogumelos de várias origens. Além de queijos, como o próximo prato.



O próximo prato era uma massa típica da Itália, composta de queijo caccio cavalo e ragu branco.



Chegou a vez do filé de porco com cogumelos e batata. Casou maravilhosamente com o vinho, uau.



Vamos à sobremesa: o nome é siciliano e o chef nos diz que é impossível traduzir, mas leva dois queijos duros, muito saborosos e uma geléia sensacional. Tradução: delícia!



Para completar o mosaico de sabores, quando pensávamos que a sequência havia terminado, chega uma maravilhosa granita de mandorle, com uma tortilla de pêra quente.



Nossa, nem sei se consegui descrever esse, que foi um dos jantares mais inacreditáveis da minha vida. Mas cada pedacinho desse mosaico delicioso está registrado, para sempre, na minha memória.

Al Fogher
Strada Statale 117/BIS, 94015
Piazza Armerina, Sicily, Itália
+39 0935 684123

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Agriturismo na Sicília: Piazza Armerina

Nosso próximo hotel na Sicília, Itália, foi um Agriturismo em Piazza Armerina, lugar dos famosos mosaicos e de um dos mais fantásticos chefs italianos.
Logo, logo, a gente conta. :)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Mais da Sicília: Siracusa

Tínhamos um dia livre na nossa viagem à Sicília, Itália. Quero dizer, um dia sem reserva em hotel algum. A gente quis dar essa pausa e ver para onde o vento nos levava.
Havíamos pensando em visitar Malta, mas mudamos de ideia e nos dirigimos para Siracusa.

Chegamos num domingo à tarde e usamos um guia italiano para nos indicar um hotel lá. O Guia Soste di Ulisse é a reunião dos hotéis, pousadas, restaurantes e vinícolas mais charmosos da Sicília. Logo na mão de quem isso foi parar, né? Claro que selecionamos vários locais por esse guia maravilhoso.

O hotel indicado foi o Caol Ishka (que significa o sono da água, em gaélico, fazendo referência ao rio que passa ao lado), que fica fora da cidade, mas não é longe. É um hotel conceito bem moderno. Bacana mesmo. Isso se você não for muito conservador, claro. Afinal, ele é cheio de design e dessas peças que costumamos ver nas revistas de arquitetura, naquela parte de tendências que a gente sabe que não vai copiar, hehehe.







Achamos um pouco caro pelo que oferece, mas estávamos cansados e loucos para explorar Siracusa. Acabamos ficando lá mesmo.



Pela tarde, fizemos uma visita à cidade, que foi uma das maiores da antiguidade. O lugar mais bacana para conhecer é a parte antiga, a ilha de Ortigia, unida à terra firme por uma ponte. Lá estão o Templo de Minerva (transformado numa igreja como muitos outros templos pagãos), o Templo de Apolo, a Orelha de Dionísio, o teatro grego, o anfiteatro romano e a a Fontana di Arethusa. Nessa fonte, existem as plantas que originam os papirus. Olha, que interessante: é o único lugar fora do Nilo onde elas crescem.



Jantamos no Zafferano Bistrot, que é o restaurante do próprio Hotel Caol, onde estávamos.

A adega dele é super estilosa.


O jantar foi maravilhoso. Pedimos um cardápio de quatro pratos que seriam escolhidos pelo chefe, de acordo com os ingredientes que tivesse em casa e, claro, com a sua vontade. A escolha era se queríamos nosso menu com carne ou peixe. Escolhemos peixe, que combina com a Sicília, o calor e com uma garrafa do testado e aprovado Chardonnay Jalé Cosuman. Aquele terroir incrível da Sicília! Já reservamos uma garrafa para tomar aqui no Brasil.

Não confunda: a outra garrafa na mesa é azeite de oliva!

Como entrada, o chef nos enviou uma especialidade do lugar: uma espécie de linguiça de frutos do mar com pão. Muito gostosa!


O segundo prato era uma massa picantíssima, uau!



O próximo prato era uma delícia feita com peixe-espada, um peixe bastante típico e apreciado na Sicília, com batata e gengibre. Exótico e delicioso.



Para completar, comemos uma sobremesa maravilhosa, feita com - você não vai adivinhar - açafrão! Um bolo macio com creme, frutas vermelhas e esse molho de açafrão. O chef, com certeza, sabe surpreender!




Então, se não se encantou com o estilo moderno e conceito do Hotel Caol, inclua o lugar na sua viagem pela comida maravilhosa! E deixe o chef se inpirar!



Caol Ishka Hotel
Endereço: Via Elorina, 154
Siracusa

domingo, 22 de janeiro de 2012

O padroeiro do vinho

Se no dia de São Vicente o sol brilha, lembra-te de preparar uma grande cuba, porque a vinha dará muitas uvas!
Calendário de Constança, 1504, Padre Cahier (fonte: Saint Vin)

Vamos nos preparar para muitas uvas, porque o dia foi lindo por aqui. Hoje, 22 de janeiro, é o dia de São Vicente, o santo padroeiro do vinho.
Antecipamos nossa comemoração e fizemos um piquenique ontem à tardinha, enquanto a noite caía. Colocamos uma toalha clara na grama do jardim, em frente a uma grande araucária. Então, sentamos na fofura da grama e servimos um lanche simples regado a um refrescante Sunrise Sauvignon Blanc.
O vinho com uma cor amarelo-esverdeada brilhante e aroma frutal cítrico foi perfeito para a noite quente.
Entre os sanduichinhos e os goles de vinho, observamos a chegada das estrelas e desejamos a visita dos vagalumes, acompanhados pelo barulho das cigarras, que prenunciava um dia quente, enquanto o canto cadenciado dos pássaros se despedida do sábado bonito.
Para terminar a nossa noite fora de casa, nosso pedido foi atendido: um vagalume apareceu e pousou na toalha. Ficou lá, como se participasse da ocasião, até que terminamos o lanche, a garrafa chegou ao fim e decidimos entrar.

Mas, não esquecemos de São Vicente. Um gole, é claro, foi para o santo.




Foto: http://www.metrolic.com

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Doçura sem açúcar


No Natal, nosso amigo Milton chegou com mais presentes que o Papai Noel. Assim, recebemos com carinho a sua generosidade, que veio dividida em vários pacotes.
Entre eles, uma novidade: o O2, uma bebida leve, frisante e aromática. Doce e sem açúcar.
O Milton nos contou que o O2 é produzido na Argentina, com uvas Torrontés e Semíllon.
O design da garrafa é tão bacana, que não dá para esperar muito para provar. Ou seja, abrimos logo e vimos que na taça o frisante tem cor amarela, com algo de verde.
O aroma é de abacaxi, mas também sentimos o perfume de flores delicadas. O sabor é doce, fácil, sem compromisso.
Milton, você acertou muito no presente, sabia? Ainda mais ainda porque trouxe duas garrafas, hehehe.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

La Befana e o espírito de natal

Hoje recebi um cartão de Buon Natale da minha professora que morou na Itália. Há um ano atrás, passávamos um Buon Natale lá, acompanhados do fantástico vinho italiano. É sensacional saber que, em qualquer restaurante que você vá, pode pedir o vinho da casa que será bom.

Esse Buon Natale me lembrou da bruxa Befana, que antigamente era quem levava os presentes para as crianças na Itália. A historinha dela era mais ou menos assim:

Os três Reis Magos pararam na casa de La Befana no seu caminho para Belém e pediram que ela os ajudasse a encontrar o menino Jesus, voando em sua vassoura. Ela recusou-se. Pois precisava limpar a casa.

Depois de algum tempo, ela arrependeu-se de não ajudar os três Reis Magos e, aflita, juntou um presente para encontrar o menino. No entanto, ela não conseguiu encontrar os reis Magos, nem o Menino Jesus. Desde então, todos os anos, nessa época, ela deposita presentes para todas as crianças de todas as idades, pensando que possam ser o filho de Deus.
Mas, quem não se comporta ganha carvão.
Então, nessa semana do Natal, que La Befana só traga coisas boas. E, se trouxer carvão, bem...vamos ter que fazer mais churrascos, não é mesmo?

Feliz Natal!