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domingo, 22 de janeiro de 2012

O padroeiro do vinho

Se no dia de São Vicente o sol brilha, lembra-te de preparar uma grande cuba, porque a vinha dará muitas uvas!
Calendário de Constança, 1504, Padre Cahier (fonte: Saint Vin)

Vamos nos preparar para muitas uvas, porque o dia foi lindo por aqui. Hoje, 22 de janeiro, é o dia de São Vicente, o santo padroeiro do vinho.
Antecipamos nossa comemoração e fizemos um piquenique ontem à tardinha, enquanto a noite caía. Colocamos uma toalha clara na grama do jardim, em frente a uma grande araucária. Então, sentamos na fofura da grama e servimos um lanche simples regado a um refrescante Sunrise Sauvignon Blanc.
O vinho com uma cor amarelo-esverdeada brilhante e aroma frutal cítrico foi perfeito para a noite quente.
Entre os sanduichinhos e os goles de vinho, observamos a chegada das estrelas e desejamos a visita dos vagalumes, acompanhados pelo barulho das cigarras, que prenunciava um dia quente, enquanto o canto cadenciado dos pássaros se despedida do sábado bonito.
Para terminar a nossa noite fora de casa, nosso pedido foi atendido: um vagalume apareceu e pousou na toalha. Ficou lá, como se participasse da ocasião, até que terminamos o lanche, a garrafa chegou ao fim e decidimos entrar.

Mas, não esquecemos de São Vicente. Um gole, é claro, foi para o santo.




Foto: http://www.metrolic.com

domingo, 20 de março de 2011

Videiras de outono

Entre um post e outro da Itália, os primeiros ventos de outono começam a assoviar aqui, no Hemisfério Sul. A natureza começa a se recolher para armazenar forças para a época mais fria do ano e é impossível não falar desse movimento natural.
Acordei e, com o rosto colocado para fora da janela como poodle em carro, já senti aquela sensação gostosa de começo de outono. Resolvemos, depois de um quentinho capuccino com canela, comprar orquídeas de inverno para o pergolado. Entramos na feira e, guiados por um perfume diferente, chegamos ao estande de um japonês, que disse que o maravilhoso cheiro era de uma Catléia roxa. Voltamos com ela nos braços.



Coloquei a planta no pergolado, ao lado das suculentas, e aproveitei para tirar as folhas secas do jardim. Um tempinho depois, entrei. Afinal, precisava descrever o vinho que tomamos ontem à noite: o Sunrise Merlot Rosé. O vinho ideal para o fim do calor, para ser tomado nas primeiras noites frescas de outono.



O Sunrise Merlot Rosé enche a taça com um tom rosa violáceo, lindo como pôr-do-sol de verão. Tem sabor de frutas maduras, como o morango ou, mais fortemente, a goiaba que ainda está no alto das goiabeiras da beira da estrada. Aquela que os meninos não conseguiram alcançar. O vinho frutado agradou em cheio. Um rosé encorpado. Um falso tinto. Leve, muito leve. Como as folhas secas que mal ouço, mas que caem lá fora, entre orquídeas perfumadas e suculentas.