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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Mais do mesmo: Sicília

O lugar que tem um dos terroir mais incríveis também tem as paisagens mais bacanas. A Sicília é imperdível.


domingo, 5 de fevereiro de 2012

A Sicília é incrível!


Passear de carro por essa ilha é registrar um número incrível de cartões postais. Uau!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Mosaicos na Sicília

A Piazza Armerina é o lugar onde existe uma vila romana maravilhosa, descoberta há pouco tempo. Concluiu-se que a Villa romana dela Casale era uma residência de caça. A vila foi soterrada e redescoberta nos idos de 1950. Mas o mais bacana é que o chão é coberto de mosaicos. Lá estão os famosos mosaicos das atletas de biquíni, que com certeza você conhece. Na Sicília, o biquíni já era conhecido há muito tempo.



Mas os moisacos da Villa Del Casale não são as únicas atrações de Piazza Armerina. Na estrada, chegando na cidade, está o maravilhoso resaturante, recomendadíssimo pelo Frommers, Al Fogher. Peça a sugestão do chef e aguarde uma sequência de 8 (!) pratos inesquecíveis, acompanhados de vinhos sicilianos sensacionais, desfilarem na sua frente.



Esse, sim, é o verdadeiro mosaico gastronômico de Piazza Armerina.
Acompanhe por aqui:



As entradas, exóticas e saborosas: ricota com creme vegetal, ostra com legumes e granito (sorvete siciliano) de romã e frutos do mar com pimenta.



Para acompanhar, vinho Orquídea, que é um Etna Bianco, com uvas plantadas ao pé do vulcão Etna. O vinho é fresco e cheio de personalidade, perfeito para acompanhar frutos do mar.



O primo piatto: coelho reduzido no vinho, com casquinha crocante.



O segundo piatto era ragu branco, uma espetacular massa orgânica de frutos do mar, com uma pimenta que parece sopa. Delícia.




Por sugestão do chef, trocamos o vinho Etna Bianco pela uva emblemática da Sicília, a Nero D’Ávola, que tem o gosto do seu cheiro. A Nero D’Ávola é responsável por alguns dos melhores tintos da Sicília. Produz vinhos macios, lembrando ameixa e chocolate. O seu terroir é vulcânico e mediterrâneo, harmonizando bem com molhos de tomate, carnes de caça e com cogumelos de várias origens. Além de queijos, como o próximo prato.



O próximo prato era uma massa típica da Itália, composta de queijo caccio cavalo e ragu branco.



Chegou a vez do filé de porco com cogumelos e batata. Casou maravilhosamente com o vinho, uau.



Vamos à sobremesa: o nome é siciliano e o chef nos diz que é impossível traduzir, mas leva dois queijos duros, muito saborosos e uma geléia sensacional. Tradução: delícia!



Para completar o mosaico de sabores, quando pensávamos que a sequência havia terminado, chega uma maravilhosa granita de mandorle, com uma tortilla de pêra quente.



Nossa, nem sei se consegui descrever esse, que foi um dos jantares mais inacreditáveis da minha vida. Mas cada pedacinho desse mosaico delicioso está registrado, para sempre, na minha memória.

Al Fogher
Strada Statale 117/BIS, 94015
Piazza Armerina, Sicily, Itália
+39 0935 684123

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Agriturismo na Sicília: Piazza Armerina

Nosso próximo hotel na Sicília, Itália, foi um Agriturismo em Piazza Armerina, lugar dos famosos mosaicos e de um dos mais fantásticos chefs italianos.
Logo, logo, a gente conta. :)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Mais da Sicília: Siracusa

Tínhamos um dia livre na nossa viagem à Sicília, Itália. Quero dizer, um dia sem reserva em hotel algum. A gente quis dar essa pausa e ver para onde o vento nos levava.
Havíamos pensando em visitar Malta, mas mudamos de ideia e nos dirigimos para Siracusa.

Chegamos num domingo à tarde e usamos um guia italiano para nos indicar um hotel lá. O Guia Soste di Ulisse é a reunião dos hotéis, pousadas, restaurantes e vinícolas mais charmosos da Sicília. Logo na mão de quem isso foi parar, né? Claro que selecionamos vários locais por esse guia maravilhoso.

O hotel indicado foi o Caol Ishka (que significa o sono da água, em gaélico, fazendo referência ao rio que passa ao lado), que fica fora da cidade, mas não é longe. É um hotel conceito bem moderno. Bacana mesmo. Isso se você não for muito conservador, claro. Afinal, ele é cheio de design e dessas peças que costumamos ver nas revistas de arquitetura, naquela parte de tendências que a gente sabe que não vai copiar, hehehe.







Achamos um pouco caro pelo que oferece, mas estávamos cansados e loucos para explorar Siracusa. Acabamos ficando lá mesmo.



Pela tarde, fizemos uma visita à cidade, que foi uma das maiores da antiguidade. O lugar mais bacana para conhecer é a parte antiga, a ilha de Ortigia, unida à terra firme por uma ponte. Lá estão o Templo de Minerva (transformado numa igreja como muitos outros templos pagãos), o Templo de Apolo, a Orelha de Dionísio, o teatro grego, o anfiteatro romano e a a Fontana di Arethusa. Nessa fonte, existem as plantas que originam os papirus. Olha, que interessante: é o único lugar fora do Nilo onde elas crescem.



Jantamos no Zafferano Bistrot, que é o restaurante do próprio Hotel Caol, onde estávamos.

A adega dele é super estilosa.


O jantar foi maravilhoso. Pedimos um cardápio de quatro pratos que seriam escolhidos pelo chefe, de acordo com os ingredientes que tivesse em casa e, claro, com a sua vontade. A escolha era se queríamos nosso menu com carne ou peixe. Escolhemos peixe, que combina com a Sicília, o calor e com uma garrafa do testado e aprovado Chardonnay Jalé Cosuman. Aquele terroir incrível da Sicília! Já reservamos uma garrafa para tomar aqui no Brasil.

Não confunda: a outra garrafa na mesa é azeite de oliva!

Como entrada, o chef nos enviou uma especialidade do lugar: uma espécie de linguiça de frutos do mar com pão. Muito gostosa!


O segundo prato era uma massa picantíssima, uau!



O próximo prato era uma delícia feita com peixe-espada, um peixe bastante típico e apreciado na Sicília, com batata e gengibre. Exótico e delicioso.



Para completar, comemos uma sobremesa maravilhosa, feita com - você não vai adivinhar - açafrão! Um bolo macio com creme, frutas vermelhas e esse molho de açafrão. O chef, com certeza, sabe surpreender!




Então, se não se encantou com o estilo moderno e conceito do Hotel Caol, inclua o lugar na sua viagem pela comida maravilhosa! E deixe o chef se inpirar!



Caol Ishka Hotel
Endereço: Via Elorina, 154
Siracusa

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Taormina, Savoca e Caltagirone

Se o Hotel San Domênico encerrou a noite com seu jardim maravilhoso, também abriu o dia surpreendendo. Tomamos o melhor café da manhã do mundo no San Domênico. Eram três mesas cheias de delícias. O primeiro prato claro que veio abarrotado: a cada nova descoberta, uma porção, um pedacinho. Já nos demais pratos (só consegui parar no terceiro), fui bem mais criteriosa, posso assegurar a você.



Para você ter uma idéia, além de frutas, sucos, iogurtes suíços, queijos, presuntos, omeletes, tortas, doces, diversos tipos de pães e geléias, tinha salmão e espumantes. Sicilianos, é claro. Para ficar totalmente satisfeito, o café era servido num terraço altíssimo e lindo, com trepadeiras e uma vista para o mar. Inesquecível. Foi difícil levantar e sair para Savoca.

Savoca é uma cidade da Idade Média bem típica e pouco turística. Em Savoca foi filmado o Primeiro Poderoso Chefão.



O incrível é que o Bar Vitelli continua funcionando na pracinha central e está à disposição de quem quiser sentar à sombra e tomar uma birra italiana, depois de usar um boné de mafioso e fazer pose com uma arma de madeira na entrada do bar.



Em Savoca, também está a igreja, construída em 1308, que serviu de locação para o casamento dos personagens Michael Corleone e Apollonia.



A verdade é que depois daquele café da manhã, a próxima refeição teria que ser a janta, sem dúvida. Por isso, decidimos ir direto para o agriturismo em que ficaríamos hospedados. O Vecchia Masseria Charme e Relax tem um dos jantares mais famosos da região.

Esse opção de hospedagem não era oferecida pelo site Hoteis.com. Por isso, negociamos por e-mail diretamente com os proprietários, que foram super gentis. O lugar é incrível, no meio do nada, com um solo inacreditavelmente branco. Os pneus do carro e os meus tênis pretos ficaram grisalhos.



Chegamos a Vecchia Masseria e fomos conhecer o lugar. Cuidado: na recepção deserta dorme um rottweiler soltinho da silva. Silenciosos como entramos, saímos, observados apenas pelo branco do olho do bicho. Afe.
Mas nem tudo foi aperto na Vecchia Masseria. Na piscina, todos os drinks estão incluídos na hospedagem. Tomei uma tacinha da uva do início da viagem, a Inzolia, vendo aquele pôr-do-sol lindo. Sabe uma sensação incrível de paz? Pois é, isso mesmo.



Bem, voltando ao jantar. Ele é preparado exclusivamente com produtos da Sicília, cultivados na própria fazenda. Os chefes são os próprios proprietários, Stefano Golino e o seu filho, Phillipe. Eles já participaram da abertura de 34 restaurantes em todo o mundo.



O menu gourmet custa apenas 28 € por pessoa e inclui 5 deliciosas entradas, um prato principal com massa, um segundo prato com carne, legumes, frutas, sobremesa, vinho e água. A cada prato, mais sabores. Não sei dizer qual foi o melhor, mas eu comeria mais um prato daquele queijo temperado ali, fácil, fácil.



Na Vecchia Masseria, também comemos os mais deliciosos canolis da Sicília, tenho certeza absoluta, embora não tenha provado outros. Decidi que depois dos canolis da Vecchia Masseria não haveria nenhum mais. E acho que foi uma decisão acertada, já que os que vi em outras cidades não pareciam em nada com aquela experiência gastronômica.



Ah, então, o que são canolis? Canolis são tubos de massa frita com ricota, casca de laranja cristalizada, pistache e chocolate. São crocantes e doces na medida certa. Naquela noite, tive que pedir mais um e recebi dois, numa bandeja. Ah, para minha alegria também tinha canolis do café da manhã. Comi mais três naquela manhã. Tenho certeza que até sonhei com esses doces na noite em que dormimos lá.

No final do jantar, Philippe gentilmente nos ofereceu outra iguaria, um licor feito com uma erva digestiva, chamada Finocchio. Provamos e, para nossa surpresa, era licor de funcho! Contamos que fazíamos chá com essa erva no Brasil e ele ficou impressionado.




Vecchia Masseria Charme e Relax
Endereço: C/da Cutuminello Km 68 S.S. 117 bis
95041 Caltagirone (Catania)
http://www.vecchiamasseria.com/

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Taormina, um lugar para conhecer antes de morrer

Tomamos um café da manhã olhando o mar Tirreno, com as baterias recarregadas pelo azul e branco de Panarea. Também pela deliciosa noite anterior, no porto, com luzes sutis, som ambiente – inclusive música brasileira (somos conhecidos pelo futebol, pela música e pela Gisele Bünchen), Passamos um bom tempo ali, degustando um gelato e a visão do Vulcão Stromboli (que, ao contrário do que estava no livro 1000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer, de Patrícia Shultz, não faz barulho à noite, mas apenas quando solta fogo). Agora, era hora de voltar para Milazzo, pegar o carro e continuar a nossa viagem.



Na viagem para Taormina, cidade que também faz parte dos 1000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer , contornamos o maior vulcão europeu em atividade e vimos a terra preta de lava do Etna. Ali, vinhedos contornam o vulcão e se planta a uva Nerello Mascarese e outras uvas.

Chegamos à maravilhosa Taormina. À tarde, visita ao Teatro Greco-Romano. Lá acontecem shows como U2 e Joe Cocker, além de já ter sido locação, por 3 semanas, de um dos filmes da trilogia Missão Impossível, com o Tom Cruise. Tem uma super vista do mar e do Etna. Ô lugar lindo, viu?




Depois de prender a respiração com o teatro, dá para caminhar pela rua que tem as lojas e os restaurantes, que é a Corso Umberto I. É uma delícia passear por ela. As lojas de cerâmica e artesanato, para quem gosta, valem uma visita.

Ali mesmo, fica o pequeno e charmoso restaurante Al Duomo, como o próprio nome diz, perto da igrejinha. Também fica próximo da linda porta da cidade. O Al Duomo tem um menu bem siciliano, mas transforma receitas simples em requintadas, sem perder a alma. Jantamos um maravilhoso Sarde alla Beccafico, que é um prato bem típico, feito de sardinhas frescas enroladas, passas, alcaparras, com folhas de louro, pão, açúcar e suco de limão. O prato é nomeado por causa do Beccafico, um pássaro que come figos quando eles estão no ponto certo de amadurecimento e, portanto, é considerado um gourmand da natureza. O passarinho sabe o que é bom.




Tomamos um vinho branco com a uva siciliana Zibibbo, o DonnaFugata Lighea. É um vinho seco, muito aromático, com cheirinho de rosas brancas e sabor de pêssego e frutas cítricas. Ficou perfeito! Passamos numa loja de vinhos e pedimos um DonnaFugata para viagem.




O hotel escolhido faz parte da categoria Pé na Jaca: o San Domênico existe desde 1.600 e é considerado um dos hotéis mais românticos da Itália. Ele fica na beira do penhasco que é a cidade de Taormina. Engraçado que a parte baixa, menos valorizada, é onde se encontra o litoral. Como naquela altura, o que menos se pensava era em praia, não ligamos muito.



O atendimento no San Domenico é incrível. Você chega e é pedido que você esqueça a bagagem, a chave do carro, tudinho. Eles cuidam de tudo mesmo. O quarto é arrumado duas vezes por dia e você deveria ganhar um mapa quando chega, para não se perder nos imensos corredores do lugar que já foi um mosteiro e guarda muitas peças da época. No banheiro, os produtos maravilhosos da Acqua di Parma, com cheirinho de limão siciliano.



Lá tem SPA (onde fazer as mãos custa 50 euros e a depilação 100 euros!) e também um jardim central que fica mais lindo ainda à noite e onde não se pode deixar de pedir um drink, que vem acompanhado dos mais deliciosos biscoitos sicilianos. A melhor pedida para encerrar uma noite perfeita.




Al Duomo
Vico Ebrei II
Piazza Duomo
www.ristorantealduomo.it

Taormina Hot San Domenico Palace
Endereço: Piazza San Domenico 5 98039
http://sandomenicopalace.hotelsinsicily.it/

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Panarea, abençoada pelos deuses

Tomamos o bom café do hotel em Milazzo, Sicília, na Itália, deixamos as malas no carro, levando apenas uma mochila nas costas e pegamos nosso barco para a ilha de Panarea.

A viagem dura uma hora e meia e passa por Vulcano e Lipari, dependendo do trajeto. Tivemos que pegar outro barco em Lipari. Fique atento, porque nem sempre avisam onde param e, quando é sinalizado, é no grito mesmo.

Chegamos em Panarea e tinha um veículo do hotel para pegar as bagagens. Ele não acreditou na nossa mochila tão pequena.



Panarea é uma das ilhas Eólicas, ou seja, as ilhas de Éolo, o Deus do Vento. Palavra que também denomina a energia obtida com a força do vento, a energia eólica.
É muito forte essa ligação da Sicília com os deuses gregos e toda a sua mitologia. O povo dali acredita que os deuses mitológicos como Deméter, Perséfone, Vulcano, Aretusa e Apolo, realmente viveram lá. Esse é mais dos motivos para que você caia de amores pela Sicília.
Em Panarea, com aquelas casinhas brancas no morro, dava para se sentir na própria Grécia.




Não perdemos tempo: logo nos acomodamos no hotel e fomos almoçar no Da Francesco, de frente para o porto. Comida bem caseira, simples e deliciosa. Pedimos polpettine de berinjela de entrada, diferente, macia, quase uma pasta com casquinha crocante por fora. Também pedimos flores de abobrinha fritas. Depois, comi uma massa ao pesto com pedacinhos de abobrinha e frutos do mar, que se chama Pasta Panarea. O lugar é super barato e delicioso.



Da Francesco
Via San Pietro (em frente ao porto, vai subindo escadinhas, passando por pátios e seguindo as plaquinhas, que você acha)
http://www.dafrancescopanarea.com

À tarde, exploramos a ilha e provamos a granita, um sorvete simples, que é feito derramando sabores como café, limão e leite de amêndoas sobre o gelo granulado. A granita de amêndoas é ótima e combinou com o calor de 40 graus.

O hotel era bom, mas acho que todos os hotéis de Panarea são bons e bonitos (e só funcionam 4 meses por ano). Naquele lugar, com aquela vista, acho difícil que tenha algum hotel ruim. O valor da diária era bem honesta e ficamos super satisfeitos.




Para o jantar, fomos ao restaurante Hycesia. O único erro gastronômico da viagem. Confesso que me encantei com o nome do restaurante, que é o antigo nome da ilha de Panarea e com a verdadeira bíblia que era a sua carta de vinhos. Mas, dessa vez, nos enganamos.





Não podemos reclamar da entrada (uma versão chique e deliciosa do polpettine) e do vinho (que era um Maria Constanza, um branco delicioso da região de Agrigento), nem do divino Arancini, que é uma bola de arroz de açafrão com ragu de tomate (ou carne ou queijo), empanada e frita e que leva esse nome porque se assemelha a uma laranja. Mas os pratos principais decepcionaram demais. O meu pedido foi um ragu comum demais e parecia ter sido feito com molho pronto. Pronto, falei.








Hycesia
Via San Pietro - Panarea
Para jantar em Panarea, talvez aconselhássemos o restaurante Broccia, que é parte do Hotel Quartara, na mesma rua. Ficamos em dúvida entre os dois e, bem, perdemos a aposta. Boa sorte para você.

Broccia
Via San Pietro (também na Via San Pietro. É quase tudo nessa rua mesmo, hehehe) - Panarea

Noite no Best Western Hotel Lisca Bianca
Endereço: Via Lani 1 Panarea 98050