segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Mais da Sicília: Siracusa

Tínhamos um dia livre na nossa viagem à Sicília, Itália. Quero dizer, um dia sem reserva em hotel algum. A gente quis dar essa pausa e ver para onde o vento nos levava.
Havíamos pensando em visitar Malta, mas mudamos de ideia e nos dirigimos para Siracusa.

Chegamos num domingo à tarde e usamos um guia italiano para nos indicar um hotel lá. O Guia Soste di Ulisse é a reunião dos hotéis, pousadas, restaurantes e vinícolas mais charmosos da Sicília. Logo na mão de quem isso foi parar, né? Claro que selecionamos vários locais por esse guia maravilhoso.

O hotel indicado foi o Caol Ishka (que significa o sono da água, em gaélico, fazendo referência ao rio que passa ao lado), que fica fora da cidade, mas não é longe. É um hotel conceito bem moderno. Bacana mesmo. Isso se você não for muito conservador, claro. Afinal, ele é cheio de design e dessas peças que costumamos ver nas revistas de arquitetura, naquela parte de tendências que a gente sabe que não vai copiar, hehehe.







Achamos um pouco caro pelo que oferece, mas estávamos cansados e loucos para explorar Siracusa. Acabamos ficando lá mesmo.



Pela tarde, fizemos uma visita à cidade, que foi uma das maiores da antiguidade. O lugar mais bacana para conhecer é a parte antiga, a ilha de Ortigia, unida à terra firme por uma ponte. Lá estão o Templo de Minerva (transformado numa igreja como muitos outros templos pagãos), o Templo de Apolo, a Orelha de Dionísio, o teatro grego, o anfiteatro romano e a a Fontana di Arethusa. Nessa fonte, existem as plantas que originam os papirus. Olha, que interessante: é o único lugar fora do Nilo onde elas crescem.



Jantamos no Zafferano Bistrot, que é o restaurante do próprio Hotel Caol, onde estávamos.

A adega dele é super estilosa.


O jantar foi maravilhoso. Pedimos um cardápio de quatro pratos que seriam escolhidos pelo chefe, de acordo com os ingredientes que tivesse em casa e, claro, com a sua vontade. A escolha era se queríamos nosso menu com carne ou peixe. Escolhemos peixe, que combina com a Sicília, o calor e com uma garrafa do testado e aprovado Chardonnay Jalé Cosuman. Aquele terroir incrível da Sicília! Já reservamos uma garrafa para tomar aqui no Brasil.

Não confunda: a outra garrafa na mesa é azeite de oliva!

Como entrada, o chef nos enviou uma especialidade do lugar: uma espécie de linguiça de frutos do mar com pão. Muito gostosa!


O segundo prato era uma massa picantíssima, uau!



O próximo prato era uma delícia feita com peixe-espada, um peixe bastante típico e apreciado na Sicília, com batata e gengibre. Exótico e delicioso.



Para completar, comemos uma sobremesa maravilhosa, feita com - você não vai adivinhar - açafrão! Um bolo macio com creme, frutas vermelhas e esse molho de açafrão. O chef, com certeza, sabe surpreender!




Então, se não se encantou com o estilo moderno e conceito do Hotel Caol, inclua o lugar na sua viagem pela comida maravilhosa! E deixe o chef se inpirar!



Caol Ishka Hotel
Endereço: Via Elorina, 154
Siracusa

domingo, 22 de janeiro de 2012

O padroeiro do vinho

Se no dia de São Vicente o sol brilha, lembra-te de preparar uma grande cuba, porque a vinha dará muitas uvas!
Calendário de Constança, 1504, Padre Cahier (fonte: Saint Vin)

Vamos nos preparar para muitas uvas, porque o dia foi lindo por aqui. Hoje, 22 de janeiro, é o dia de São Vicente, o santo padroeiro do vinho.
Antecipamos nossa comemoração e fizemos um piquenique ontem à tardinha, enquanto a noite caía. Colocamos uma toalha clara na grama do jardim, em frente a uma grande araucária. Então, sentamos na fofura da grama e servimos um lanche simples regado a um refrescante Sunrise Sauvignon Blanc.
O vinho com uma cor amarelo-esverdeada brilhante e aroma frutal cítrico foi perfeito para a noite quente.
Entre os sanduichinhos e os goles de vinho, observamos a chegada das estrelas e desejamos a visita dos vagalumes, acompanhados pelo barulho das cigarras, que prenunciava um dia quente, enquanto o canto cadenciado dos pássaros se despedida do sábado bonito.
Para terminar a nossa noite fora de casa, nosso pedido foi atendido: um vagalume apareceu e pousou na toalha. Ficou lá, como se participasse da ocasião, até que terminamos o lanche, a garrafa chegou ao fim e decidimos entrar.

Mas, não esquecemos de São Vicente. Um gole, é claro, foi para o santo.




Foto: http://www.metrolic.com

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Doçura sem açúcar


No Natal, nosso amigo Milton chegou com mais presentes que o Papai Noel. Assim, recebemos com carinho a sua generosidade, que veio dividida em vários pacotes.
Entre eles, uma novidade: o O2, uma bebida leve, frisante e aromática. Doce e sem açúcar.
O Milton nos contou que o O2 é produzido na Argentina, com uvas Torrontés e Semíllon.
O design da garrafa é tão bacana, que não dá para esperar muito para provar. Ou seja, abrimos logo e vimos que na taça o frisante tem cor amarela, com algo de verde.
O aroma é de abacaxi, mas também sentimos o perfume de flores delicadas. O sabor é doce, fácil, sem compromisso.
Milton, você acertou muito no presente, sabia? Ainda mais ainda porque trouxe duas garrafas, hehehe.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

La Befana e o espírito de natal

Hoje recebi um cartão de Buon Natale da minha professora que morou na Itália. Há um ano atrás, passávamos um Buon Natale lá, acompanhados do fantástico vinho italiano. É sensacional saber que, em qualquer restaurante que você vá, pode pedir o vinho da casa que será bom.

Esse Buon Natale me lembrou da bruxa Befana, que antigamente era quem levava os presentes para as crianças na Itália. A historinha dela era mais ou menos assim:

Os três Reis Magos pararam na casa de La Befana no seu caminho para Belém e pediram que ela os ajudasse a encontrar o menino Jesus, voando em sua vassoura. Ela recusou-se. Pois precisava limpar a casa.

Depois de algum tempo, ela arrependeu-se de não ajudar os três Reis Magos e, aflita, juntou um presente para encontrar o menino. No entanto, ela não conseguiu encontrar os reis Magos, nem o Menino Jesus. Desde então, todos os anos, nessa época, ela deposita presentes para todas as crianças de todas as idades, pensando que possam ser o filho de Deus.
Mas, quem não se comporta ganha carvão.
Então, nessa semana do Natal, que La Befana só traga coisas boas. E, se trouxer carvão, bem...vamos ter que fazer mais churrascos, não é mesmo?

Feliz Natal!

domingo, 27 de novembro de 2011

Mais claro

Ontem, chegávamos de uma jantinha com as crianças e, ao descer do carro, olhei para o jardim e vi os primeiros vagalumes desse ano. É no entardecer que eles vêm. Nas noites quentes de primavera e de verão, se você olhar um pouco em direção ao verde, no meio das árvores, lá estão aquelas luzinhas de natal naturais, como diziam minhas filhinhas, quando eram menores.
Entrei apenas para buscar um cálice do Merlot Rose Sunrise, que estava refrescado, e retornei para o jardim. Sentei lentamente no escuro, nos degraus e, enquanto apreciava aquele vinho frutado, olhava as luzinhas voadoras acendendo e apagando. Alguns bichinhos eram mais rápidos, outros mais lentos, com luzes mais fortes e mais suaves, faziam um balé bonito e pirotécnico no pergolado.
O Du veio se juntar a mim e ficamos um bom tempo ali, enquanto a Lua aparecia no céu e se alinhava com Vênus. Nessa hora, entre um golinho e outro, ficou claro o quanto era tão bom admirar as coisas simples da vida. Pois é, foi uma luzinha que se acendeu.

domingo, 6 de novembro de 2011

Tim-tim aos amigos

Minha querida amiga Elisete viajou e me enviou esse depoimento, bem do estilo do Primeiras Rolhas. Ela conta da experiência em Trier, na Alemanha, e da delícia de provar um Riesling alemão feito com as videiras antigas, plantadas nas margens do Rio Mosela, pelos romanos. Acompanhe abaixo o bacana relato dela:


"O vinho alemão com essência romana

A cidade de Trier, fundada pelos romanos no ano 16 antes de Cristo como Augusta
Treverorum, é a cidade mais antiga da Alemanha.



Ao chegar no hotel, minha primeira admiração é Porta Nigra, grande muralha
construída pelos romanos, utilizada como entrada da cidade no ano 180 d.C.
Pertence ao Patrimônio Cultural da Humanidade, juntamente com as outras ruínas
romanas: o Anfiteatro, a Catedral de São Pedro e Igreja de Nossa Senhora, as
Termas do Imperador e de Santa Bárbara e a imensa Basílica de Constantino.

Banhada pelo rio Mosela, que é sinônimo de vinho, o que não negam suas belas
margens repletas de vinhedos, Trier apresenta uma paisagem que nos revela a
presença romana por onde passamos.

No Museu da Renânia encontra-se uma escultura de grande valor histórico,
encontrada numa das cidadezinhas à beira do Mosela: ela é a mais antiga prova de
que os romanos, no começo do último milênio, já transportavam vinho em barris
pelo Reno.



Percorrer Trier é uma incrível fascinante viagem ao tempo.

E nesta minha primeira viagem a cidade de Trier na Alemanha, por muitas vezes
admirada, meus pensamentos viajaram para descrever a noite do dia 29 de
setembro a qual dedico ao Primeiras Rolhas.

A noite acontece bem próximo a Basílica de Costantino no restaurante Cumvino, o
qual além de oferecer um menu tipicamente alemão, nos oferece uma degustação
de vinhos inesquecível.

E depois de experimentar toda a carta de degustação do dia 29.09.2011 a rolha de
Trier é o Trittenheimer Apotheke Riesling, um vinho branco ano 2009, de uvas das
margens do Mosela. Um demi-sec aromático com sabor de frutas cítricas. Perfeito!



Mas o "ar romano" da cidade não se resume às ruínas e ao bom vinho servido na
gastronomia: quem visitar Trier poderá experimentar iguarias preparadas conforme
as antigas receitas do cozinheiro romano Apicius. A cozinha romana se destaca pelo
uso refinado de ervas, o uso de vinho e mel, um equilíbrio agridoce dos sabores.

Voltando ao Cumvino, a entrada foi uma manteiga muito leve com uma mistura
de ervas para ser degustada com alguns tipos de pães. Muito simples, mas de um
sabor maravilhosamente romano.



Para jantar, escolhi o tradicional filé com batatas e cogumelos frescos. Agradeci ao
romano Apicius toda a herança deixada nesta receita.



No Cumvino, também experimentei uma torta de marzipan, tipicamente
alemã. Leve e delicada, eu poderia comer mais uma fatia, mas o vinho
Apotheke havia me conquistado e pedimos outra garrafa para finalizar a
noite."



Zétinha, fiquei encantada com a sua experiência e doida para provar o meu Riesling. Sim, porque, acreditem, ganhei uma garrafa, trazida com todo carinho, desse vinho incrível que é o Trittenheimer Apotheke Riesling. Tim-tim, amiga querida! E obrigada.

CUMVINO – Weinrestaurant - Gutsweinverkauf - Gartenlokal
Endereço: Weberbach 75,
54290 Trier – Alemanha