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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Os destinos de quem ama vinho

Se você gosta de vinhos e quer conhecer lugares incríveis, comece por essas fotos aqui
Enlouqueci com a foto da Toscana, na Itália, e do Valle do Colchágua, no Chile. E tenho certeza que existem imagens mais lindas da Serra Gaúcha, como essa aqui:



A Serra Gaúcha é linda!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Nem só os vinhos Chianti envelhecem melhor aqui

Mesmo apaixonada por Veneza, eu só casaria mesmo era com a Toscana. Não é verdade que devemos casar com quem não temos medo de envelhecer? Então, posso até me imaginar envelhecendo entre ciprestes e girassóis, tomando meu próprio vinho e fazendo o azeite de oliva para minhas bruschettas, que assariam todos os dias no forno a lenha da varanda. Uma casinha na toscana com chaminé e fumaça. É assim que imagino.



Não vimos nenhum girassol por lá. Era dezembro, o auge do inverno. Quando atravessamos os Montes Apeninos, a neve havia estado lá há pouco.



Chegando em Pisa, o tempo estava lindo. Minhas expectativas quanto a Torre eram baixíssimas. Mas na hora que você atravessa o portão e a torre simplesmente aparece na sua frente, é incrível. Não pensei que ela fosse provocar esse deslumbramento, mas caí de amores pela Torre de Pisa.





O tempo disponível na cidade era pequeno e tivemos que nos contentar com o Mc Donald’s. Comemos um sanduíche que também sonhava em ser realmente ali da Toscana. Uma adaptação da rede americana, para conquistar turistas, com queijo pecorino.



Para nos redimir, no jantar, tomamos um Chianti Villa Vistarenni. Vistarenni é um nome etrusco e deriva de "Fistarinne" - o nome de uma localidade pequena e fortificada da Toscana, que ainda existia no ano 1000. O Chianti é o vinho da Toscana, um dos mais famosos e comerciais da Itália, feito com as uvas Sangiovese. Esse exemplar Villa Vistareni tinha o aroma e sabor das cerejas maduras. Um vinho encorpado, mas não muito.



Tínhamos só mais um dia na Toscana. Não daria tempo de envelhecer por lá. Já de volta ao Brasil, estou tomando minhas providências. Vou fazer exercícios e ficar em forma. Vai que esse sonho se realize e eu não consiga colher minhas uvas e azeitonas, nem amassar o meu pãozinho, para assar no forno a lenha. Aí, sim, meu sonho na Toscana realmente terá virado fumaça.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Amor possível em Verona

Verona é mesmo a cidade dos apaixonados. Fomos para lá curtindo no Ipod o filme Cartas para Julieta. E também levávamos nossas cartinhas agradecidas para ela, que como conta a história, viveu para morrer de amor.







Depois de visitarmos os principais pontos turísticos e de deixarmos nossas cartinhas na Casa da Julieta, descobrimos uma delicada feirinha de Natal, onde comemos delícias produzidinhas ali, na hora.







Na cidade que imortalizou a mais bela história de amor, faltaram palavras para descrever o romantismo do lugar. Na verdade, normalmente quando dissemos que faltam palavras, o que falta é ideia mesmo. Que estranho. É um tal de encher o coração e esvaziar a cabeça a paixão, não é?

Os vinhos da área dos arredores da cidade de Verona incluem o vinho branco Soave, o espumante Prosecco e os tintos Valpolicella e Bardolino. Para completar o dia de amor em Verona, tomamos um Valpolicella. Os vinhos Valpolicella estão entre os mais suaves e frutados da Itália. Nunca havia provado e achei aquele exemplar da Cantina di Negrar bem simples, capaz de me provocar menos do que a bela e inesquecível Verona.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Primeiras Rolhas na Itália 1



Ontem, fazíamos um sanduíche quente caprese, com tomatinhos plantados na nossa horta. As minhas filhinhas selecionavam as folhas de manjericão recém-colhidas e lavadinhas. Foi aí que uma delas provou o manjericão e disse que agora estava com a boca “hortelada”, referindo-se ao sabor refrescante do tempero. Achei, claro, uma gracinha de verbo e, inspirada por ela, quis contar aqui os sabores que deixaram a minha boca mais divinamente “uvada” na viagem para a Itália, há pouco mais de dois meses.

O primeiro vinho foi um S. Osvaldo Merlot, que tomamos no jantar de Natal em Milão. Pela carinha, o vinho da região de Vêneto parecia um vinho simples, mas se revelou encorpado, aveludado, com sabor de frutas vermelhas bem intensas e com um custo benefício muito bom.



O gostinho de frutas vermelhas intensas uvou a boca e ali permaneceu, enquanto admirávamos o Duomo inesquecível de Milão.