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domingo, 14 de novembro de 2010

Almoçando com a Família Zuccardi II

Depois da tour e visita à incrível loja da Bodega da Família Zuccardi, em Mendonza, na Argentina, fomos almoçar no Restaurante da Bodega, que fica no meio dos vinhedos.





O cardápio escolhido começava com uma surpreendente salada de tomates cereja com água de rosas, ervas e sorvete de damasco. Que maravilha, gente. Para ficar ainda mais perfeito, um galhinho de estragão acentuava o sabor. Quase me ajoelhei nessa hora. Como acompanhamento, o espumante brut Alambrado.



A entrada era um prato com carne de cabrito. Na realidade, não curto muito carnes exóticas. Mas o prato veio tão lindo e cheiroso, que tive que provar. Tirando o gosto forte da carne, bem característico do cabrito, o ravióli com gergelim, o molho de queijo de cabra e o purê de moranga estavam memoráveis. Para acompanhar a entrada, um Chardonnay Santa Julia, que com certeza é dos mais gostosos para quem curte esse varietal.



O prato principal era uma carne de terneiro com ervas, mini-abobrinha em flor, um canelone de morcília que era simplesmente divino, finalizado com um raminho de alecrim (o cheirinho da nossa casa...aumentou a saudade). Como estrela do momento prato principal, foi servido um Santa Julia Malbec Magma, série A. Casou lindamente.



Depois do prato principal, foi servido um pisco feito com o vinho do porto da Família Zuccardi, o Malamado. O nome é sensacional, mas todo mundo amou.
A seguir, uma deliciosa e refrescante sangria branca, com melancia, moranguinhos, melão e maçã verde foi colocada na mesa, acompanhada das mais doces uvas verdes que já provei. Sangria e Pisco na mesma refeição foi demais pra mim. Eu não estava acreditando.


Cheguei sem fôlego à sobremesa: mouse negro com framboesas, sorvete e calda, acompanhados de bem amado, digo Malamado branco.





A nossa parada de meia hora virou quatro horas. O tempo passou muito rápido, mas parece que foi pouco para todas as delícias da Família Zuccardi. Imperdível.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Almoçando com a Família Zuccardi

Fizemos a tour e conhecemos a Bodega da Família Zuccardi, em Mendoza, na Argentina. Lá, 30% da produção é certificada como orgânica.



Os vinhos são deliciosos e, ao contrário do que aconteceu na Casa Silva, no Chile, conseguimos identificar a clara diferença entre Reserva e Gran Reserva.



Na Bodega Família Zuccardi, também provamos um vinho feito com uvas que amadurecem mais tarde, colhidas bem depois das outras, para que fique bem doce: o nome do vinho é Tardío. É um vinho branco que lembra o Viognier, mas, ao contrário dele, é mais fresco e nada licoroso.



Uma das cepas que está se destacando na região de Mendoza é Tempranillo. Um vinho tinto que leva o gosto para a ameixa, encorpado, muito gostoso. Trouxemos uma garrafa do Santa Julia, para provar a nova especialidade da terra do Malbec.



Bem, a nossa meia hora acabou se estendendo e decidimos almoçar por lá. Soubemos que a Família Zuccardi tinha um restaurante no meio dos vinhedos. Atravessamos os parreirais e chegamos a uma linda casa.



O Du, como tinha que dirigir, acabou optando pelo cardápio menos etílico, o regional, com empadas mendocinas na entrada e parrillada com salada. Nós três escolhemos o cardápio harmonizado da casa, cheio de pratos maravilhosos, mas que prometia uma experiência gastronômica única.


Família Zuccardi
Ruta Provincial 33
KM 7,5
Maipú, Mendoza
(54) 261.4410000
http://www.familiazuccardi.com/

sábado, 30 de outubro de 2010

Sem destino, ou melhor, a gente escolhe o destino

Depois de uma manhã com banho gelado no Gran Hotel Uspallata, de um café da manhã muito ruim e pelo menos aproveitado para mandar alguns e-mails para as pessoas queridas, pegamos a estrada.
A idéia era chegar ao Brasil ainda nesse dia, mas as placas indicando a Vinícola Família Zuccardi nos pararam. A Família Zuccardi nada mais é do que a produtora dos Vinhos Santa Julia que tomamos na noite anterior e em Mendoza, na primeira noite. O Du me perguntou: quer ir lá? Nem pisquei. Claro que sim. Ele comentou que meia hora não faria diferença nos nossos planos e rumamos para a fábrica do Santa Julia.



Para nossa sorte, não precisava reservar. O lugar era encantador e a próxima tour começava em 20 minutos. Tudo parecia tão perfeito. Enquanto aguardávamos, conhecemos a loja.

Tinha desde perfumes de Malbec e Torrontes (essa uva acabamos provando na degustação e lembrou aquele gostinho amarguinho do final do CHardonnay) até degustação de incríveis azeites de oliva.



Achei os pôsteres incríveis. Dá para diferenciar a uva de cada cepa. Dá uma olhadinha:

















A visita estava só começando. Mas eu já havia caído de amores pela Família Zuccardi. Que ótima indicação das placas da rodovia.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Sensação de ficar

Demoramos mais que o esperado em Isla Negra, a casa mais encantadora de Pablo Neruda no Chile. A travessia da Cordilheira não deveria ser feita à noite, mas o atraso e a demora nas filas para sair do país nos deixaram passar los caracoles nas sombras.
Praticamente caímos dentro do primeiro hotel depois da travessia dos Andes.



Por fora, até que era bacana. Mas, cá entre nós, mesmo se não tivesse uma fachada mais ou menos, estava valendo. O Gran Hotel Uspallata ficava num lugar lindo, mas nem água quente tinha no quarto.



O que salvou o jantar foi o delicioso Santa Julia Malbec. Aquele mesmo que tomamos em Mendoza, no início da viagem. Agora, tínhamos um pouquinho de parâmetro e concordamos que os vinhos chilenos provados tinham mais corpo e aroma que o malbec argentino Santa Julia.
Mas, o Santa Julia fez a nossa viagem demorar um pouquinho mais. Mais ou menos como gosto de vinho bom, que fica na boca. No próximo post, eu conto.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Salada de frutas bordô



Antes de continuar a nossa viagem ao Valle do Colchagua, no Chile, uma paradinha para contar dos vinhos que tomamos na casa dos meus pais no final de semana.
Eles foram à Argentina e, com a nossa sugestão, trouxeram Vinhos Santa Julia, da Família Zuccardi. Os vinhos Santa Julia são os mais jovens dessa vinícola de Mendoza. Eles trouxeram uma caixa de Cabernet Sauvignon e outra de Syrah.



Depois de uma deliciosa feijoada com aqueles imperdíveis acompanhamentos que a minha mãe faz, provamos um Santa Julia Cabernet Sauvignon. A cor era viva, um bordô violáceo, e o aroma era maravilhoso, perfumadíssimo, para resumir.
Para completar, o que ficava na boca era o sabor de ameixa e especiarias.
Ainda tomamos um Leon de Tarapacá Carmenére, que tinha um bordô mais fechado e o cheirinho de cerejas negras. Foi muito bacana comparar os dois e sentir essa diferença.
Dormi bem. Tive sonhos bordôs com uvas maduras, ameixas cheirosas e cerejas negras. Uma noite light, já que tudo isso não passa de fruta, não é mesmo?

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Desejo dias verdes e noites bordôs




A tierra del Malbec surgiu depois de várias cidades cobertas por vinhedos, como Lavalle e Costa Araújo. Esses caminhos são mais bonitos que a chegada em Mendoza. O cartão de visitas apresentou-se sujo demais para uma cidade turística.

Nesse caminho, descobrimos que minha sócia querida sabe fazer chimarrão com o carro em movimento. Ah, que prático. Aninha , agora ninguém segura a gente! Nossos dias serão verdes e nossas noites bordôs!

Estávamos no centro da capital argentina do vinho e o clima era de um balneário. Era verão, tudo bem, mas aquelas mesinhas e as pessoas com sorvetes, o comércio cheio de bugigangas e a confusão da cidade não harmonizavam com a cultura vinícola ou as outras cidades que conhecemos que produzem a bebida, como Montalcino, na Itália, Chateaunief-du-Pape, na França ou a brasileira Bento Gonçalves. Faltava o charme, com certeza. Mas, desejamos com força mudar totalmente de opinião quando conhecêssemos melhor Mendoza.

Não podíamos reclamar da falta de hotéis lá. Ao contrário de Córdoba, Mendoza tem muitos. Mas são velhos. O Ibis é o mais desorganizado que já vi e não tinha vaga. Acabamos ficando no feio por fora e confortável por dentro Cordon Del Plata. Ele tinha uma cortininha com anjinhos no box do banheiro que era muito fofa. Minha irmã me perguntou porque eu fotografo esses detalhes. Eu gosto.




Corremos para o centro, para comprar um novo GPS, já que a Chicca acha normal virar nos penhascos e nos levar ao meio do nada, mesmo que ele seja tão fofo como Copina. As tonterias do GPS nos guiaram também para o meio de uma tempestade na desértica Encom. Dois tornados nos rodeavam e o carro balançava. Olho no olho do furacão. Muita adrenalina para uma viagem de vinhos e vinhedos. O máximo da emoção que eu queria era ficar meio tontinha, bebendo um bom vinho.

Só que o centro estava fechado. Corremos ao shopping, faltando dois minutos para fechar. Aninha e eu enrolamos um vendedor, enquanto os meninos chegavam. Ele garantiu que aquele GPS tinha mapa da Argentina, Chile e Brasil. Se bobear, tinha até de toda a América do Sul. Já deu para ver quem enrolou quem, né?

Saímos da loja felizes e fomos comer no restaurante suspeito ao lado do hotel. Bem sujinho, mas era meia-noite e a gente tinha fome. As empanadas mendocinas estavam muito boas e também o amendrado (gelado com amêndoas), mas o prato principal estava seco. Deveria ser o adiantado da hora que estragou o filé milanesa napolitano. Bem, não importa: o Santa Julia Malbec 2009 foi a nossa redenção. Gostinho de cereja e um cheirinho sedutor. Santa Julia é uma marca da Família Zuccardi, uma das vinícolas mendocinas que fazem vinhos orgânicos. Em homenagem a ela, batizamos nosso super e novo GPS de Julia (rúlia). Também conseguimos o Wi-fi e pude mandar notícias para as filhotinhas.

A noite já é bordô, agora, só nos resta descansar, para curtir o dia novinho e verdinho em folha que já está chegando. E a Cordilheira dos Andes que vamos ver de perto logo cedo. Hasta mañana.